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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

 

O carnaval cancelado de 2021 ficou pior ainda para os residentes de um condomínio com 64 apartamentos em Petrópolis pois a rede hidráulica do prédio apresentou uma perda monstruosa. A água nos reservatórios do prédio foi embora mais rapidamente do que o sistema de captação próprio conseguiu reabastecer. Para não faltar água, a síndica teve que recorrer a vários caminhões pipa por dia enquanto a equipe de manutenção do prédio não achava a causa do problema. Um morador que possui outra residência em Botafogo onde ele já foi atendido com sucesso por nossa empresa lembrou e passou o nosso contato para a síndica. Abrimos a mão do nosso feriado e atendemos esta emergência na terça-feira do Carnaval. Ao chegarmos no imóvel construído na década de 60, ficamos sabendo da inexistência do projeto hidráulico. Graças á alta sensibilidade dos nossos Geofone da VonRoll Hydro (Suiça) conseguimos identificar no barrilete uma prumada com ruído de fluxo maior do que as outras. Na ausência do projeto hidráulico conseguimos localizar o percurso desta tubulação enterrada com nosso próprio equipamento de localização de canos. Como o princípio de funcionamento deste equipamento através do magnetismo da terra é um mistério para muitas pessoas, ele ganhou o apelido de “macumbómetro”. Uma vez localizado o cano com suspeita de vazamento no solo, realizamos uma varredura deste trecho com o nosso Geofone Leak Pen II que apresentou um ponto com alto nível de ruído de vazamento num ponto onde o tubo faz uma dobra. A escavação foi realizada na hora, confirmou uma rachadura no joelho desta tubulação que ficou a aproximadamente 30 cm de profundidade. Devido a natureza argilosa do terreno, este vazamento bastante voluminoso não apresentou o mínimo sinal de umidade na superfície porque conseguiu achar um caminho de escoamento a longo de drenagem de águas pluviais deste condomínio.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O milagre da Vila da Penha: Condomínio Andrade V consegue baixar conta d'água de R$ 1.800,00 por mês para R$ 295,00

Muitos síndicos acham que a instalação de medidores individuais em um prédio antigo é inviável. O exemplo abaixo mostra que isto nem sempre é o caso. A instalação em um prédio antigo pode até ser um pouco mais difícil e trabalhosa, mas não é impossível. Veja a prova:

Justificar
O Condomínio Andrade V, cuja idade é de 35 anos, fica localizado na Avenida Brás de Pina, na Vila da Penha, e possui três andares com dois apartamentos por andar, totalizando seis apartamentos. A conta de água da CEDAE deste prédio, cujo valor sempre variava entre R$ 400 e R$ 500 foi rateada dentro da taxa de condomínio em partes iguais entre os apartamentos. Três apartamentos deste prédio são habitados por famílias com quatro ou cinco pessoas e os demais apartamentos são habitados por pessoas solteiras, que passam muito tempo viajando. Assim sendo, os apartamentos com apenas um habitante, que gastam bem menos água do que os outros, são obrigados a pagar o mesmo valor. Esta injustiça sempre foi tolerada enquanto o consumo de água do prédio estava dentro de limites aceitáveis. Mas em março deste ano, provavelmente devido a um problema com uma descarga sanitária em um dos apartamentos, a conta de água do prédio disparou para R$ 1.800 e o síndico foi obrigado a cobrar uma cota extra para poder pagá-la. Isto causou muita revolta e discussões entre os condôminos. Acharam um absurdo serem obrigados a pagar pelo desperdício dos outros, e concordaram em instalar um sistema de medição individual. A RCA Hydrotech foi escolhida para realizar esta instalação.

Os apartamentos deste prédio são alimentados por múltiplas prumadas independentes, que estão advindo da caixa d'água no telhado do prédio. Três apartamentos são alimentados por duas prumadas e três apartamentos são alimentados por três prumadas. Como os apartamentos ainda não possuem uma única entrada de água (conforme já é previsto pela lei em condomínios novos), foi necessário a instalação de dois ou três hidrômetros dentro de cada apartamento. Como estas prumadas são embutidas nas paredes, foi necessária uma pequena abertura na proximidade do registro geral de cada uma destas prumadas. No total foram instalados quinze hidrômetros dentro dos apartamentos mais um na garagem. A foto do lado mostra uma caixinha discreta que abriga um dos três hidrômetros do Apto 302 deste imóvel. Embora este condomínio tenha apenas seis apartamentos, fica quase impossível encontrar um dia com alguma pessoa presente em cada um dos apartamentos. Têm moradores que trabalham embarcados em plataforma de petróleo, ficando ausente por no mínimo 15 dias cada mês, têm moradores com expediente de trabalho irregular e finalmente tem uma senhora cujo domicílio principal fica na Região dos Lagos, e que passa somente poucos dias por mês neste prédio. Assim sendo, uma leitura manual dos medidores dentro dos apartamentos ficou inviável e o condomínio optou por hidrômetros com tele medição, que permite a leitura dos hidrômetros via rádio, sem precisar entrar nos apartamentos. Após uma série de testes e calibragem, o sistema de tele medição entrou em operação em agosto de 2010. Com o sistema operante, o valor da conta de água sofreu uma redução espetacular. Apesar de um reajuste na tarifa de água em junho, o valor da conta de água da CEDAE, referente ao mês de outubro de 2010 foi de $ 262,94, ou seja, mais barato do que mesmo antes do grande vazamento. Os condôminos adoraram. Além da redução do valor, a cobrança agora ficou mais justa. Quem gasta menos agora também paga menos. A imagem mostra os detalhes da caixinha da foto anterior. Ela abriga o hidrômetro e o módulo de rádio cuja pilha têm uma autonomia de 15 anos.

Um prédio antigo sempre é uma caixa de surpresas que pode tornar a instalação destes medidores um pouco mais trabalhosa. Neste caso, encontramos algumas conexões podres, sem jeito de ligar os hidrômetros neles, acarretando a necessidade da substituição de alguns trechos do encanamento. A indisponibilidade de um projeto hidráulico também não ajudou muito, pois o raciocinho dos encanadores do ano 1975 não é mais o mesmo de hoje. Em função disto foi necessário em alguns pontos abrir uma área na parede um pouco maior até encontrar os canos. O próximo desafio, após a instalação hidráulica, é o acabamento estetico, pois nem sempre os donos dos apartamentos possuam azulejos iguais aos antigos para repor. Mas com um tanto de criatividade, a moradora deste apartamento conseguiu dar um jeito, enfeitando azulejos brancos com adesivos. A imagem em baixo á esquerda mostra a situação com o registro podre trocado por um registro novo (capinha vermelha) e á direta já com os azulejos repostos e a caixa protetora com a decoração pela moradora.




sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nova CEDAE faz teste de sistema de detecção de vazamentos eletrônico em adutora

Técnicos da Nova CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) instalaram hoje em uma adutora principal próxima á estação de tratamento de água do Guandu cinco sensores do sistema Ortomat para testar o funcionamento deste sistema de detecção de vazamentos.
Este sistema, que é fabricado pela Wagamet AG (Suíça), permite a detecção de vazamentos invisíveis em redes de abastecimento de água através de sensores que escutam os ruídos típicos de vazamentos na rede.

Os sensores são imobilizados na adutora com uma ponta imantada que possui uma força de adesão de seis quilos. Os sensores ficarão coletando informações durante uma semana naquele trecho da rede da Nova CEDAE. A leitura destes sensores, que possuem uma memória para 40 dias de medição, é realizada via rádio sem necessidade de retirar os sensores da rede. A analise dos dados coletados será realizada na próxima sexta-feira, dia 7 de Agosto. Em seguida será realizada uma busca intensificada com um correlacionador de ruídos na proximidade dos sensores que apresentaram sinais de vazamentos.

A utilização de um GPS é muito conveniente para depois lembrar os pontos aonde foram instalados os sensores.

Conforme estatísticas federais do Ministério das Cidades, a taxa de perda física no Brasil na média é de 40% da produção, ou seja, dos 50 mil litros de água que a ETA Guandu produz por segundo, apenas 30 mil litros chegam no hidrômetro dos consumidores. Na Europa, aonde o uso de sistemas de monitoramento eletrônico de vazamentos já é mais comum, a taxa de perdas físicas fica na faixa de 2%.

Apesar que o Brasil possui reservas abundantes de água doce, o tratamento desta água e a distribuição para a população é cada vez mais difícil, devido ao crescimento da demanda e a idade da rede. O monitoramento de vazamentos com dataloggers permite a detecção de vazamentos com muito mais agilidade em uma área muito maior do que o procedimento tradicional (geofonamento manual). Além disso, esta nova tecnologia reduz consideravelmente a necessidade de trabalho noturno na detecção de vazamentos.